
Peças únicas feitas inteiramente à mão por artesãos renomados do agreste pernambucano que carregam histórias ancestrais, memórias profundas, saberes preservados e a crua e exuberante beleza nativa da caatinga.
Cada peça carrega exclusivamente o toque, curvas, afeto e cuidado minucioso de mãos artesãs reais.
Valorizamos nossa fauna, flora resistente do semiárido e o riquíssimo saber oral do povo sertanejo.
Mais que meros objetos: peças de design que narram histórias heróicas e perpetuam ritos tradicionais.
Enfiamos fardos ultrarresistentes e amortecidos para que cada obra de barro chegue impecável à sua residência.
Navegue pelos frutos criativos dos principais polos ceramistas de Pernambuco
O nome Caroá é uma homenagem direta a uma das mais emblemáticas riquezas florais do sertão nordestino. Trata-se de uma espécie de bromélia nativa da caatinga (Neoglaziovia variegata), conhecida por sua impressionante resistência à seca e pela extraordinária força de suas fibras.
Assim como essa planta rústica e persistente que extrai vigor do solo mais árido, nossa marca celebra a resiliência e a delicadeza contidas em cada punhado de barro moldado à mão. A Caroá simboliza a união entre a herança do semiárido, a tradição que sobrevive a gerações e a transformação de elementos naturais puros em peças de refinamento cru, autênticas e atemporais.
A arte de modelar o barro em Belo Jardim é tecida pelo afeto materno e pela persistência diária. Para Mestra Lúcia (registrada como Maria Lucivânia), cada panela ou cambuquinha concluída é a materialização viva de uma herança cultural que resistiu ao tempo e se consolidou nos fornos comunitários do Sítio Rodrigues.
Guiada pela essência das louceiras tradicionais do Agreste pernambucano, seu processo é puramente orgânico. Suas criações resgatam um saber ancestral que se recusa a silenciar, transformando a lama simples das várzeas em peças com utilidade culinária e valor escultórico inestimáveis.
Meu nome é Maria Lucivânia, mas todos me conhecem como Lúcia, moradora do sítio Rodrigues em Belo Jardim, Pernambuco. Comecei minha história com o barro junto com minha mãe quando eu tinha por volta de 7 a 8 anos de idade. Esta tradição vem de família, pois este conhecimento foi passado por gerações dentro da família. Então, desde pequena eu trabalhava junto com ela fazendo cambuquinhas para me acostumar com a produção de peças de barro, assim como alisar as panelas. Continuei a produção das peças de barro, mesmo após o casamento. Hoje produzo as peças de barro e comercializo nas feiras da cidade e região.
O ciclo orgânico fundamental de transformação da cerâmica tradicional do agreste
As argilas são coletadas em barreiros profundos nas várzeas e encostas de morros. O barro duro é quebrado com pilão e peneirado para retirar impurezas minerais ou pedras.
A massa é umedecida e “batida” para retirar bolhas de ar. O mestre molda livremente no torno manual de madeira ou monta a silhueta em anéis sobrepostos chamados roletes.
A peça descansada (“ponto de couro”) é ilustrada utilizando pigmentos diluídos de óxido natural obtidos de outras tonalidades de argilas ricas em ferro, manganês e cobalto.
Completamente secas à sombra, as peças enfrentam a prova do fogo. Cozidas em fornos rudimentares a lenha sob temperaturas que chegam a 900°C por mais de 8 horas ininterruptas.
Deseja encomendar um conjunto integrado de pratos, panelas especiais ou peças esculturais sob demanda de tamanho ou pintura personalizada? Escreva seus detalhes abaixo que nossa central de curadoria Caroá retornará prontamente.
Sítio Rodrigues, Belo Jardim - PE
(81) 9 8804-9595
Segunda a Sexta — 9h às 18h
Ao apoiar a Caroá, você ajuda a manter viva a tradição da cerâmica popular brasileira protegendo mais de 15 famílias de artesãos tradicionais de Pernambuco.